Thursday, April 5, 2012

Células-tronco podem reabilitar audição






A perda auditiva vem crescendo a cada ano devido, entre outras coisas, ao aumento do barulho nas grandes cidades e à falta de consciência no uso de aparelhos portáteis de música (os mp3 players). Mas, a tecnologia e as células-tronco podem ajudar a reabilitar a audição de pessoas que a perderam. Uma em cada mil crianças nascidas apresenta deficiência auditiva, e três em cada mil adquirem durante a infância. Nos idosos, a prevalência também é alta, e, no Brasil, o número aumenta tanto quanto a expectativa de vida dos brasileiros, que gira em torno dos 73 anos de idade. Presidente da ABORL-CCF e Secretário Geral do Congresso, o otorrinolaringologista Dr. Ricardo Bento comenta que o Brasil e outros países estão atuando nas pesquisas com células-tronco. "Várias linhas de pesquisa estão sendo realizada s no mundo. Aqui em São Paulo, estamos fazendo trabalho em cobaias no Dep. de Otorrino e no Instituto de Biologia da USP trabalhando com cultura de células ciliadas da cóclea, que é um dos passos para chegarmos às células-tronco no ouvido", explica.

Aparelhos de audição implantáveis
A tecnologia médica também tem ajudado no cotidiano do tratamento da audição. É possível realizar um diagnóstico genético das perdas auditivas graças às novas técnicas. O otorrinolaringologista Dr. Oswaldo Laércio Cruz, presidente da SBO (Sociedade Brasileira de Otologia) e membro do Comitê de Otologia, Neuro-Otologia e Cirurgia da Base do Crânio do Congresso comenta que a tecnologia é aliada dos médicos e dos pacientes que procuram voltar a ouvir. "Quando a perda auditiva se instala, a tecnologia tem ajudado na reabilitação auditiva, como os implantes cocleares mais modernos e as próteses implantáveis de orelha média", diz.


Dados sobre perda auditiva em crianças e idosos
Uma em cada mil crianças nascidas apresenta deficiência auditiva, e três em cada mil adquirem durante a infância. Nos idosos, a prevalência também é alta, e, no Brasil, o número aumenta tanto quanto a expectativa de vida dos brasileiros, que gira em torno dos 73 anos de idade. "Esta perda de audição, normalmente, é de leve a severa, e como a população tem hoje uma expectativa de vida maior, o problema da surdez está aumentando e deve ser resolvido", diz Dr. Ricardo Bento.  Com o inverno batendo à porta, as otites crônicas, muito comuns nessa época do ano, também serão tratadas pelos médicos nacionais e internacionais.


Novas tecnologias facilitam vida de deficientes auditivos





Implante de aparelho auditivo entra na cobertura de planos de saúde


Agência de Saúde divulgou resolução sobre o 'implante coclear'.
Conhecido como 'ouvido biônico', ele substitui as próteses tradicionais.

O "implante coclear" foi incluído entre os procedimentos cobertos pelos planos de saúde, conforme resolução publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União. A cirurgia consiste na colocação de um aparelho auditivo que substitui as próteses tradicionais para pessoas com diagnóstico de surdez total ou quase total.

A resolução é da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que inclui o implante no "Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde", lista que determina a cobertura assistencial mínima dos planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999.

De acordo com o Grupo de Implante Coclear do Hospital das Clínicas e da FMUSP, o aparelho de alta complexidade tecnológica, popularmente conhecido como "ouvido biônico", é composto de duas partes: uma interna e outra externa.


"O implante é que estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado que foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. Já existe há alguns anos e hoje mais de 100.000 pessoas no mundo já o estão usando", informa o site do grupo.
sasas (Foto: Divulgação/Orozimbo Alves Costa)Reprodução artística de um implante coclear em um
ouvido humano. Equipamento estimula nervo auditivo,
que transmite sinais ao cérebro para recuperar a
audição
Segundo a fonoaudióloga Maria Cecília Bevilacqua, professora titular em audiologia da Universidade de São Paulo e que trabalha com o implante coclear nas redes privada e pública de saúde, a resolução publicada pelo governo é um avanço tecnológico importante para os deficientes auditivos.


“O implante é recomendado para quem teve perdas severas ou profundas na audição, ou seja, é para quem não consegue entender o que outra pessoa fala ao telefone, por exemplo. O Sistema Único de Saúde (SUS) financiou no ano passado 680 cirurgias, um número baixo. Agora com os convênios realizando este procedimento, o alcance será maior”, disse.
De acordo com a especialista, aproximadamente 300 mil pessoas no Brasil sofrem com problemas graves de audição e necessitariam receber um “ouvido biônico”, denominado desta forma por ter sido o primeiro órgão humano a ser recriado tecnologicamente. O custo da cirurgia e do aparelho é de aproximadamente R$ 100 mil.


Wednesday, April 4, 2012

Tipo e Grau de perda auditiva

Perda auditiva condutiva

Quando um bebê tem uma perda auditiva, alguma coisa está interferindo no caminho do som até o cérebro. Uma perda auditiva condutiva é causada por qualquer condição ou doença que impeça a condução do som na forma mecânica por meio da cavidade da orelha média para a orelha interna. Uma perda auditiva condutiva pode ser resultado de um bloqueio do canal auditivo externo ou pode ser causada por qualquer doença que afete a habilidade da orelha média de transmitir a energia mecânica para a base do estribo.
Isso resulta na redução de um dos atributos físicos do som chamado de intensidade (volume), ou seja, a energia que chega à orelha interna é menor ou menos intensa que a do estímulo original. Logo, mais energia é necessária para a criança com perda auditiva condutiva escutar um som, mas, uma vez que o som seja alto o suficiente e o impedimento mecânico seja resolvido, o ouvido voltará a funcionar de maneira normal. Normalmente, a causa da perda auditiva condutiva pode ser identificada e tratada, resultando em uma melhoria parcial ou total da audição. Depois da conclusão do tratamento médico para as causas da perda auditiva condutiva, os aparelhos auditivos são efetivos na correção de qualquer perda auditiva remanescente.

Perda auditiva neurossensorial


A perda auditiva neurossensorial resulta da disfunção do nervo auditivo ou da orelha interna. O componente sensorial pode ser o órgão de Corti danificado, a incapacidade das células ciliadas de estimular os nervos da audição ou um problema metabólico nos fluidos da orelha interna. O componente neural ou retrococlear pode ser resultado de um dano severo no órgão de Corti, que causa a degeneração dos nervos auditivos, ou pode ser uma incapacidade dos nervos auditivos de conduzir informações neuroquímicas pelas vias auditivas centrais.
Algumas vezes, a razão da perda auditiva neurossensorial não pode ser determinada, ela não reage de maneira favorável ao tratamento médico e é normalmente descrita como condição permanente, irreversível. Da mesma maneira que a perda auditiva condutiva, a perda auditiva neurossensorial reduz a intensidade do som, mas também introduz um elemento de distorção no que é escutado, resultando em um som sem clareza, mesmo que seja alto o suficiente. Uma vez que as condições tratáveis com a medicina forem descartadas, a criança com perda auditiva neurossensorial pode receber aparelhos auditivos que fornecerão o acesso à fala e a outros sons importantes.

Perda mista


Pode-se considerar a perda auditiva mista como uma perda auditiva neurossensorial com um componente condutivo que se sobrepõe no todo ou em parte a um intervalo audiométrico testado. Assim, além de perda auditiva irreversível causada por um distúrbio do nervo auditivo ou da orelha interna, existe também uma disfunção do mecanismo da orelha média que torna a audição pior do que somente com a perda neurossensorial.
O componente condutivo pode ser passível de tratamento médico com a ocorrência da reversão da perda auditiva associada a ele, mas o componente neurossensorial provavelmente será permanente. Aparelhos auditivos podem ser benéficos para crianças com perda auditiva mista, mas os profissionais de saúde auditiva devem tomar cuidado caso o componente condutivo seja devido a uma infecção de ouvido ativa.


Tuesday, April 3, 2012

Estudos mostram que aparelhos auditivos melhoram a qualidade de vida


Hearing aids improve quality of life3Uma revisão científica de um grande número de estudos somado a outro estudo realizado nos EUA com usuários de aparelhos auditivos indicaram que o uso de próteses auditivas, melhora significativamente a qualidade de vida para pessoas com deficiência auditiva. As conclusões destes estudos são impressionantes. De acordo com um dos estudos realizados nos EUA com 1500 usuários de aparelhos auditivos revelou que nove em cada dez usuários afirmaram ter melhorado muito sua qualidade de vida, após o uso dos aparelhos auditivos.

O estudo indicou que 93% de todos os usuários de aparelhos auditivos experimentaram melhorias em sua qualidade de vida graças a essas próteses. Entre os aspectos melhorados incluem:

    • Comunicação Eficaz
    • A vida social
    • As habilidades de escuta em pequenos grupos
    • As relações pessoais em casa
O estudo também mostrou que usuários de aparelhos auditivos estavam mais autoconfiantes e relações de trabalho tinha melhorado com suas próteses auditivas. 

Os entrevistados foram particularmente satisfeito com o conforto de fones de ouvido, a clareza de som e a capacidade de ouvir em pequenos grupos. Os resultados poderiam ter sido ainda melhor se todos os participantes tivessem dois aparelhos. Um em cada sete usuários utilizava apenas um aparelho auditivo, apesar de sofrer uma perda auditiva nos dois ouvidos. 

31,5 milhões de americanos têm perda auditiva. Apenas um em cada quatro, ou 7,3 milhões usam aparelhos auditivos. Na Europa, em média, um em cada quatro ou uma em cada cinco pessoas que poderiam se beneficiar com estes dispositivos são utilizados. No entanto, para fazer o melhor uso da próxima geração de aparelhos auditivos é imperativo que você faça os ajustes fonoaudiólogos e especialistas em audição. 92% dos pesquisados manifestaram satisfação com a adaptação de próteses auditivas pelo especialista audiência. O estudo foi realizado por Sergei Kochkin American Institute of Hearing, Better Hearing Institute.

hearing-aid3Esta análise também foi publicada em um relatório científico, "Avaliação de Custos Sociais e Econômicos da deficiência auditiva." O relatório apresenta os resultados de um estudo exaustivo das pesquisas científicas sobre o impacto social e econômico da perda auditiva na Europa, Austrália e Estados Unidos. 


Pontos-chave sobre o impacto da prótese auditiva na qualidade de vida são:
    • Aparelhos auditivos melhorar a qualidade geral de vida da maioria dos usuários.
    • Usuários de aparelhos auditivos desfrutaram de uma melhor saúde geral do que os não usuários.
    • As famílias de usuários de próteses auditivas sentem que têm uma melhor função cognitiva do que os não-usuários, e são menos introvertido.
    • A principal vantagem do uso de próteses auditivas é na vida social dos usuários que participam em atividades de grupo e relações familiares.
    • Os deficientes auditivos com aparelhos auditivos têm mais autoconfiança, uma boa imagem de si mesmos e melhor ação comunicativa, resultando em maior auto-estima em geral, em comparação com aqueles que usam aparelhos auditivos.
    • Os aparelhos auditivos ajudam a reduzir a deterioração da atividade mental, como resultado da deficiência auditiva.
    • Os aparelhos auditivos podem restaurar a disfunção social, emocional e de comunicação causada pela deficiência auditiva.
    • Usuários de aparelhos auditivos são mais propensos que os não usuários a se engajar em atividades de grupo.
    • Aparelhos auditivos melhoraram muitos aspectos da vida emocional, e usuários de próteses auditivas são muito mais atentos e menos negativos nas relações pessoais que os não-usuários

Monday, April 2, 2012

Viagens aéreas podem desencadear problemas auditivos

Mudança de altitude aumenta os riscos de sangramento no ouvido

O Carnaval é aquela data convidativa para aproveitar e descansar durante quatro dias e, por isso, muitas pessoas optam em fazer uma viagem. Ainda que muitos escolham fazer o percurso de carro ou de ônibus, a ponte aérea é uma das alternativas disponíveis para aqueles que decidem economizar tempo. No entanto, o que sobra em tempo pode faltar em saúde. Essas viagens podem causar transtornos à audição, segundo a otorrinolaringologista e presidente do Instituto Ganz Sanchez, Dra. Tanit Sanchez.


 Não apenas em viagens aéreas, mas em situações de mergulho, pode ocorrer um episódio de pressão no ouvido. Em qualquer um desses casos, quando há a mudança de altitude, o corpo responde com “uma abertura de um canal existente entre o nariz e o ouvido, chamado de tuba auditiva. Essa tuba normalmente é fechada, mas quando acontece esse tipo de circunstância, esse canal abre fazendo com que o ar entre e se feche novamente. Dessa forma é que ocorre a pressão”, revela a especialista.


 A mudança de altitude facilita o surgimento do problema, uma vez que o ouvido não acompanha essa modificação que o corpo sofre. Com a ausência da passagem de ar pelo nariz, o ouvido entope e, se não liberada a circulação de ar na região, o indivíduo passa a sentir dores. No entanto, esse processo é comum durante as viagens e essa pressão é corriqueira para todos, já que esse mecanismo se faz presente apenas durante o trajeto. Concluído o destino, essa sensação deve estacionar.


 Porém, alguns episódios podem provocar secreções nasais. Os indivíduos com diagnóstico de gripe, sinusite, resfriado e desvio de septo, mais suscetíveis ao problema, já que não conseguem abrir a tuba auditiva e enviar o ar para o restante do corpo. “Os problemas de ouvido interferem na passagem de ar e prejudicam o funcionamento do nariz e ouvido. Nesses casos, não é possível equalizar a pressão e o ouvido tampa. A partir daí, o órgão não consegue fazer o mecanismo de compensação”, rafirma a especialista.


Além do clássico sintoma do ouvido tampado, algumas pessoas podem sentir zumbidos como o som agudo de um apito, enquanto que outras podem desenvolver um sangramento atrás do tímpano, que só é percebido em exames específicos. Normalmente, a coloração do local é cinza e, quando há o problema de fato, a cor do órgão está avermelhada. O cuidado deve ser ainda maior nesses casos, pois esse sangramento não costuma vazar, dependendo do grau da lesão

Medidas preventivas


Para evitar correr o risco de arruinar a viagem e desenvolver tais transtornos, algumas atitudes precisam ser adotadas e, especialmente, intensificar os cuidados nasais. “Esse desconforto pode ser minimizado com o uso de medicamentos antialérgicos ou descongestionantes na véspera da viagem. Uma consulta ao otorrinolaringologista também é recomendada, visto que algumas pessoas apresentam problemas permanentes com o nariz e, em alguns casos, a cirurgia é a melhor opção para facilitar a respiração e reduzir a secreção”, aconselha a Dra. Tanit Sanchez.



Outros truques podem ser feitos na hora do desembarque como mastigar um chiclete ou o ato de engolir, que auxiliam na desobstrução da cavidade nasal. Manter a boca fechada e fazer força com o nariz também pode ser um método para equalizar a pressão. Portanto, seguindo essas recomendações, certamente você desfrutará de um Carnaval com tranquilidade e longe dos problemas auditivos.


Turismo Médico Mundial


A recepcionista atende o telefone em húngaro, mas logo muda para um inglês quase perfeito e oferece a opção de manter a conversa em um espanhol titubeante. Na clínica do dentista Attila Knott em Budapeste, a equipe tem de ser ao menos bilíngue para atender os quase 400 "pacientes-turistas" por mês.

Como outras centenas de clínicas na Hungria, a Kreativ Dental oferece, por meio de representantes em países como Reino Unido e Áustria, pacote completo: além do tratamento, que costuma sair até 75% mais barato do que nos países de origem, há serviços como busca no aeroporto, hotel e passeios turísticos.

A Hungria é somente um dos países que têm aproveitado a onda de globalização dos serviços de saúde, demanda que tem sido impulsionada pelo envelhecimento da população, pela expansão da classe média e por um maior volume de informação compartilhada sobre tratamentos, custos e qualidade.
A indústria de turismo médico, que já movimenta US$ 40 bilhões em cirurgias como cardíaca e plástica e em tratamentos como dentário e de fertilidade, deve crescer 20% neste ano, segundo dados da consultoria Patients Beyond Borders. Algumas vedetes são cirurgia bariátrica e tratamento com células-tronco.
"Vamos continuar a ver o crescimento do fluxo de pacientes internacionais, enquanto 2 bilhões [de pessoas] devem passar para a classe média nos próximos 10 a 20 anos", afirma Josef Woodman, presidente da Patients.

ESTRATÉGIAS
Na Ásia, governos investem no setor como uma das estratégias de crescimento, diz Ana Nicholls, especialista em negócios de saúde da Economist Intelligence Unit.
Com maciço apoio de agências estatais, Cingapura se tornou um dos principais centros de diagnóstico avançado -mas seus hospitais chiques cobram até 40% menos que os dos EUA.
A Coreia do Sul, que nos últimos três anos pulou de 8.000 pacientes estrangeiros para 82 mil e pretende chegar a 300 mil até 2015, oferece cirurgia robótica e terapia de "proton beam" para tratar câncer (radiação) também a "preços acessíveis".

A maior fatia dos 6 milhões de viajantes por ano ainda vêm dos Estados Unidos, que têm um dos serviços médicos mais caros do mundo e muita gente sem seguro ou subsegurada. Daí o interesse crescente por tratamentos em países emergentes, que, além de mais baratos, oferecem Viena e tratamento dentário em Sopron, cidade húngara na fronteira com a Áustria que tem 60 mil habitantes e mais de uma centena de clínicas dentárias.
A economia para o cliente também é promissora. Na Costa Rica, na Índia, na Malásia e no México, um paciente americano pode pagar de 70% até 85% menos em tratamentos e cirurgias.

Para responder a essa demanda, agências internacionais como a americana JCI (Joint Commission International) desenvolvem parâmetros de qualidade. Desde 2006, o número de hospitais com o selo JCI subiu de 113 para quase 500. O primeiro a receber foi o brasileiro Albert Einstein.