Tuesday, February 14, 2012

10 RAZÕES PELA QUAL VOCÊ DEVE USAR 2 APARELHOS AUDITIVOS:

1. MELHOR COMPREENSÃO DE FALA: Somente com um aparelho auditivo, muitos ruídos e palavras podem soar semelhantes, utilizando dois aparelhos auditivos diariamente, tem-se uma melhor compreensão das palavras;
2. MELHOR COMPREENSÃO EM GRUPO: A audição seletiva é mais facilmente alcançada pelo uso de dois aparelhos auditivos do que de um só.
3. MELHOR HABILIDADE PARA LOCALIZAR A DIREÇÃO DO SOM: Com dois aparelhos auditivos, você está mais apto a dizer de qual direção os sons estão vindo e quanto distantes eles estão.
4. MELHOR QUALIDADE SONORA: Com dois aparelhos auditivos, você consegue uma sensação melhor de recepção balanceada do som e qualidade sonora.
5. MAIOR CONFORTO AUDITIVO: Usar dois aparelhos auditivos, requer menos volume do que usar somente um, isto acaba resultando em melhor conforto auditivo.
6. OUVIR É MENOS CANSATIVO E MAIS PRAZEROSO: Muitos usuários de aparelhos binaurais (nas duas orelhas), relatam que com dois aparelhos é mais prazeroso ouvir e participar de conversações, isto porque eles não tem que esforçar-se para ouvir com o melhor ouvido.
7. CONSERVANDO OS DOIS OUVIDOS ATIVOS, PRESERVA-SE A COMPREENSÃO DE FALA NOS DOIS OUVIDOS: Pesquisas têm mostrado que quando é usado somente um aparelho auditivo, o outro ouvido tende a perder sua habilidade para ouvir e entender.
8. MASCARAMENTO DO ZUMBIDO: Cerca de 50% das pessoas com zumbido nos seus ouvidos relatam melhora quando usam dois aparelhos auditivos.
9. PREFERÊNCIA DO USUÁRIO: Quando se proporciona a escolha de ouvir com um ou dois aparelhos, a grande maioria dos usuários escolhe dois aparelhos, quando tem uma perda nos dois ouvidos.
10. SATISFAÇÃO DO USUÁRIO: Pesquisas com mais de 5.000 usuários de aparelhos auditivos com perda auditiva bilateral tem mostrado que aqueles que usam dois aparelhos estão mais satisfeitos do que aqueles adaptados apenas com um. Da mesma forma que você usa dois olhos para ver com clareza, você precisa de dois ouvidos sadios para ouvir claramente. *Texto adaptado do "Binaural Hearing Aids", por Sergei Kochin.


Wednesday, February 8, 2012

O MECANISMO DA AUDIÇÃO

O som é produzido por ondas de compressão e descompressão alternadas do ar. As ondas sonoras propagam-se através do ar exatamente da mesma forma que as ondas propagam-se na superfície da água. Assim, a compressão do ar adjacente de uma corda de violino cria uma pressão extra nessa região, e isso, por sua vez, faz com que o ar um pouco mais afastado se torne pressionado também. A pressão nessa segunda região comprime o ar ainda mais distante, e esse processo repete-se continuamente até que a onda finalmente alcança a orelha.
A orelha humana é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de freqüências (16 a 20.000 Hz - Hertz ou ondas por segundo).
A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia, iniciando pela sonora, passando pela mecânica, hidráulica e finalizando com a energiaelétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro.
ENERGIA SONORA – ORELHA EXTERNA
O pavilhão auditivo capta e canaliza as ondas para o canal auditivo e para o tímpano
O canal auditivo serve como proteção e como amplificador de pressão
Quando se choca com a membrana timpânica, a pressão e a descompressão alternadas do ar adjacente à membrana provocam o deslocamento do tímpano para trás e para frente. 
Como mostrado acima, uma compressão força o tímpano para dentro e a descompressão o força para fora. Logo, o tímpano vibra com a mesma freqüência da onda. Dessa forma, o tímpano transforma as vibrações sonoras em vibrações mecânicas que são comunicadas aos ossículos (martelo, bigorna e estribo). 
ENERGIA MECÂNICA – ORELHA MÉDIA
O centro da membrana timpânica conecta-se com o cabo do martelo. Este, por sua vez, conecta-se com a bigorna, e a bigorna com o estribo. Essas estruturas, como já mencionado anteriormente (anatomia da orelha média), encontram-se suspensas através de ligamentos, razão pela qual oscilam para trás e para frente.
A movimentação do cabo do martelo determina também, no estribo, um movimento de vaivém, de encontro à janela oval da cóclea, transmitindo assim o som para o líquido coclear. Dessa forma, a energia mecânica é convertida em energia hidráulica.
Os ossículos funcionam como alavancas, aumentando a força das vibrações mecânicas e por isso, agindo como amplificadores das vibrações da onda sonora. Se as ondas sonoras dessem diretamente na janela oval, não teriam pressão suficiente para mover o líquido coclear para frente e para trás, a fim de produzir a audição adequada, pois o líquido possui inércia muito maior que o ar, e uma intensidade maior de pressão seria necessária para movimenta-lo. A membrana timpânica e o sistema ossicular convertem a pressão das ondas sonoras em uma forma útil, da seguinte maneira: as ondas sonoras são coletadas pelo tímpano, cuja área é 22 vezes maior que a área da janela oval. Portanto, uma energia 22 vezes maior do que aquela que a janela oval coletaria sozinha é captada e transmitida, através dos ossículos, à janela oval. Da mesma forma, a pressão de movimento da base do estribo apresenta-se 22 vezes maior do que aquela que seria obtida aplicando-se ondas sonoras diretamente à janela oval. Essa pressão é, então, suficiente para mover o líquido coclear para frente e para trás.
ENERGIA HIDRÁULICA – ORELHA INTERNA
À medida que cada vibração sonora penetra na cóclea, a janela oval move-se para dentro, lançando o líquido da escala vestibular numa profundidade maior dentro da cóclea. A pressão aumentada na escala vestibular desloca a membrana basilar para dentro da escala timpânica; isso faz com que o líquido dessa câmara seja empurrado na direção da janela oval, provocando, por sua vez, o arqueamento dela para fora. Assim, quando as vibrações sonoras provocam a movimentação do estribo para trás, o processo é invertido, e o líquido, então, move-se na direção oposta através do mesmo caminho, e a membrana basilar desloca-se para dentro da escala vestibular.
Movimento do líquido na cóclea quando o estribo é impelido para frente.
Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.
A vibração da membrana basilar faz com que as células ciliares do órgão de Corti se agitem para frente e para trás; isso flexiona os cílios nos pontos de contato com a membrana tectórica (tectorial). A flexão dos cílios excita as células sensoriais e gera impulsos nas pequenas terminações nervosas filamentares da cóclea que enlaçam essas células. Esses impulsos são então transmitidos através do nervo coclear até os centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral. Dessa forma, a energia hidráulica é convertida em energia elétrica.
A flexão dos cílios nos pontos de contato com a membrana tectórica excita as células sensoriais, gerando impulsos nervosos nas pequenas terminações nervosas filamentares da cóclea que enlaçam essas células.

PERCEPÇÃO DA ALTURA DE UM SOM
Um fenômeno chamado ressonância ocorre na cóclea para permitir que cada freqüência sonora faça vibrar uma secção diferente da membrana basilar. Essas vibrações são semelhantes àquelas que ocorrem em instrumentos musicais de corda. Quando a corda de um violino, por exemplo, é puxada para um lado, fica um pouco mais esticada do que o normal e esse estiramento faz com que se mova de volta na direção oposta,  o que faz com que a corda se torne esticada mais uma vez, mas agora na direção oposta, voltando então à primeira posição. Esse ciclo repete-se várias vezes, razão pela qual uma vez que a corda começa a vibrar, assim permanece por algum tempo.
Quando sons de alta freqüência penetram na janela oval, sua propagação faz-se apenas num pequeno trecho da membrana basilar, antes que um ponto de ressonância seja alcançado. Como resultado, a membrana move-se forçosamente nesse ponto, enquanto o movimento de vibração é mínimo por toda a membrana. Quando uma freqüência média sonora penetra na janela oval, a onda propaga-se numa maior extensão ao longo da membrana basilar antes da área de ressonância ser atingida. Finalmente, uma baixa freqüência sonora propaga-se ao longo de quase toda a membrana antes de atingir seu ponto de ressonância. Dessa forma, quando as células ciliares próximas à base da cóclea são estimuladas, o cérebro interpreta o som como sendo de alta freqüência (agudo), quando as células da porção média da cóclea são estimuladas, o cérebro interpreta o som como de altura intermediária, e a estimulação da porção superir da cóclea é interpretada como som grave.
PERCEPÇÃO DA INTENSIDADE DE UM SOM
A intensidade de um som é determinada pela intensidade de movimento das fibras basilares. Quanto maior o deslocamento para frente e para trás, mais intensamente as células ciliares sensitivas são estimuladas e maior é o número de estímulos transmitidos ao cérebro para indicar o grau de intensidade. Por exemplo, se uma única célula ciliar próxima da base da cóclea transmite um único estímulo por segundo, a altura do som será interpretada como sendo de um som agudo, porém de intensidade quase zero. Se essa mesma célula ciliar é estimulada 1.000 vezes por segundo, a altura do som permanecerá a mesma (continuará agudo), mas a sua intensidade será extrema (a potência do som será maior devido à intensidade de movimento das fibras basilares).
ENERGIA  ELÉTRICA – DA ORELHA INTERNA AOS CENTROS AUDITIVOS DO TRONCO ENCEFÁLICO E CÓRTEX CEREBRAL
Após atravessarem o nervo coclear, os estímulos são transmitidos, como já dito anteriormente, aos centros auditivos do tronco encefálico e córtex cerebral, onde são processados.
Os centros auditivos do tronco encefálico relacionam-se com a localização da direção da qual o som emana e com a produção reflexa de movimentos rápidos da cabeça, dos olhos ou mesmo de todo o corpo, em resposta a estímulos auditivos.
O córtex auditivo, localizado na porção média do giro superior do lobo temporal, recebe os estímulos auditivos e interpreta-os como sons diferentes.
Resumindo: na orelha interna, as vibrações mecânicas se transformam em ondas de pressão hidráulica que se propagam pela endolinfa. A vibração da janela oval, provocada pela movimentação da cadeia ossicular, move a endolinfa e as células ciliares do órgão de Corti, gerando um potencial de ação que é transmitido aos centros auditivos do tronco encefálico e do córtex cerebral. 



Tuesday, February 7, 2012

Deficiência auditiva


alfabeto por sinais

Dona de um Curriculum invejável em tudo o que se relaciona a deficiências auditivas e à fonoaudiologia, Ana Maria Amaral Roslyng Jensen escreveu um trabalho interessante que está na Internet e que se intitula "O Começo" . Ao seu final ela afirma:

"Atualmente a idade média de detecção de perdas auditivas significativas é de 14 meses (1999). A meta por enquanto, da Academia Americana de Pediatria, de Audiologia e do Joint Committee on Infant Hearing para o ano 2000, é que as deficiências de audição sejam detectadas antes dos 3 meses e os procedimentos de reabilitação, orientação familiar e colocação de próteses auditivas (aparelhos) não ultrapassem os 6 meses.
ouvido
E por que é tão crítico este período? Por motivos orgânicos, funcionais e cognitivos o ser humano é programado para desenvolver a fala e a linguagem entre o nascimento e a idade de 2 anos.

Mesmo perdas moderadas levam a sérios efeitos no processo de desenvolvimento da fala, linguagem e cognição. Cognição está presente desde o berço. Não é conhecimento escolar, mostra-se na habilidade de uma criança brincar. Brincar começa com a vida na relação do bebê com a mãe.

Quando vamos ao parque e assistimos crianças brincando na areia, fazendo bolo ou empurrando carrinhos, elas além de brincar estão usando a cognição para representação de seu mundo interno.

É lindo de ver! É triste de pensar que a criança que não pode ouvir desde o nascimento ficará privada desta maravilha e outras funções na vida se não for auxiliada cedo.
Fica aqui a mensagem: Temos a obrigação e o dever de prevenir, diagnosticar e educar para mais tarde termos pessoas adultas que possam vencer barreiras, que as deficiências auditivas trazem e tornar-se cidadãos úteis, independentes, integrados e se possível mais felizes".

São muito os fatores que levam à deficiência auditiva ou surdez. É muito interessante que conheçamos algumas indicações para reconhecermos sinais de deficiência auditiva, como prevenir o mal e como lidar com a situação. No sentido de facilitar o leitor e de não ficar repetindo materiais já elaborados, transcrevemos a seguir aquele que foi compilado, preparado e finalizado pela Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais - AME, que foi colocado no site de Entre Amigos:

"Deficiência Auditiva - O que é

Deficiência auditiva é o nome usado para indicar perda de audição ou diminuição na capacidade de escutar os sons. Qualquer problema que ocorra em alguma das partes do ouvido pode levar a uma deficiência na audição. Entre as várias deficiências auditivas existentes, há as que podem ser classificadas como condutiva, mista ou neurossensorial. A condutiva é causada por um problema localizado no ouvido externo e/ou médio, que tem por função "conduzir" o som até o ouvido interno.

Esta deficiência, em muitos casos, é reversível e geralmente não precisa de tratamento com aparelho auditivo, apenas cuidados médicos. Se ocorre uma lesão no ouvido interno, há uma deficiência que recebe o nome de "neurossensorial". Nesse caso, não há problemas na "condução" do som, mas acontece uma diminuição na capacidade de receber os sons que passam pelo ouvido externo e ouvido médio. A deficiência neurossensorial faz com que as pessoas escutem menos e também tenham maior dificuldade de perceber as diferenças entre os sons.

A deficiência auditiva mista ocorre quando há ambas perdas auditivas: condutiva e neurossensorial numa mesma pessoa. 

O que causa a deficiência auditiva?

São várias as causas que levam à deficiência auditiva. A deficiência auditiva condutiva, por exemplo, tem como um dos fatores o acúmulo de cera no canal auditivo externo, gerando perda na audição. Outra causa são as otites. Quando uma pessoa tem uma infecção no ouvido médio, essa parte do ouvido pode perder ou diminuir sua capacidade de "conduzir" o som até o ouvido interno.

No caso da deficiência neurossensorial, há vários fatores que a causam, sendo um deles o genético. Algumas doenças, como rubéola, varíola ou toxoplasmose, e medicamentos tomados pela mãe durante a gravidez podem causar rebaixamento auditivo no bebê. Também a incompatibilidade de sangue entre mãe e bebê (fator RH) pode fazer com que a criança nasça com problemas auditivos. Uma criança ou adulto com meningite, sarampo ou caxumba também pode ter como seqüela a deficiência auditiva.

Infecções nos ouvidos, especialmente as repetidas e prolongadas e a exposição freqüente a barulho muito alto também podem causar deficiência auditiva.

Como reconhecer

É extremamente importante que a deficiência auditiva seja reconhecida o mais precocemente possível. Para tanto, os pais ou responsáveis devem observar as reações auditivas da criança. Os especialistas da área são enfáticos quanto à necessidade de tratamento o mais cedo possível.
Nos primeiros meses o bebê reage a sons como o de vozes ou de batidas de portas, piscando, assustando-se ou cessando seus movimentos. Por volta do quarto ou quinto mês a criança já procura a fonte sonora, girando a cabeça ou virando seu corpo.
Se o bebê não reage a sons de fala, os pais devem ficar atentos e procurar aconselhamento com o pediatra, pois desde cedo o bebê distingue, pela voz, as pessoas que convivem com ele diariamente.
Deve-se também estar atento à criança que:
- assiste à televisão muito próxima do aparelho e que pede sempre para que o volume seja aumentado;
- só responde quando a pessoa fala de frente para ela; não reage a sons que não pode ver;
- pede que repitam várias vezes o que lhe foi dito, perguntando "o quê?", "como?" ou
- tem problemas de concentração na escola.
Crianças com problemas comportamentais também podem estar apresentando dificuldades auditivas. Até uma ligeira perda na capacidade de percepção auditiva pode influenciar o comportamento e o desenvolvimento da criança.

O que fazer

aparelhos auditivos
Uma vez constatada a deficiência, deve-se buscar um especialista em Otorrinolaringologia ou Fonoaudiologia o quanto antes. É necessário realizar um teste auditivo e outros exames médicos para localizar a deficiência.

Detectada a deficiência auditiva, avalia-se a necessidade e a importância da indicação correta de um aparelho auditivo, o qual deve estar adaptado às necessidades específicas de cada pessoa.

aparelho auditivo
No caso da deficiência em crianças, deve-se observar que há diferentes tipos de problemas auditivos e deve-se recorrer a métodos que melhor se adaptem às necessidades de cada criança.

Sempre que recomendado pelo especialista, o aparelho de amplificação de som individual deve ser providenciado o mais cedo possível. Deve haver também cuidados com sua manutenção para que um aparelho quebrado ou mau ajustado não prejudique ainda mais a criança com deficiência.

Dependendo do grau de deficiência auditiva, a educação especial deve ser indicada e iniciada o quanto antes.

Como evitar 

Há várias formas de se evitar a deficiência auditiva. A mulher deve sempre tomar a vacina contra a rubéola, de preferência antes da adolescência, para que durante a gravidez esteja protegida contra a doença. Se a gestante tiver contato com rubéola nos primeiros três meses de gravidez, o bebê pode nascer com problemas de audição.

Também devem ser evitados objetos utilizados para "limpar" os ouvidos, como grampos, palitos ou outros pontiagudos. Outro cuidado a ser observado é para a criança não introduzir nada nos ouvidos, correndo-se o risco de causar lesões no aparelho auditivo. Se isto ocorrer, o objeto não deve ser retirado em casa. A vítima deve procurar atendimento médico.

Saiba Mais
Muito mais poderá ser objeto de seu interesse, quando se discute a deficiência auditiva. Dentre os muitos sites existentes, procure acessar, na Internet, aquele mantido pelo Governo Federal Brasileiro, por meio de seus Ministérios da Educação e do Desporto, que se intitula: Educação Especial - Deficiência Auditiva, no seguinte endereço eletrônico: http://www.ines.org.br/ines_livros/livro.htm.

Pavilhão Auditivo
No Brasil, segundo o Decreto 3298, de 20 de dezembro de 1999, em seu Artigo 4o , ficou estabelecido que a deficiência auditiva é a "perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis na forma seguinte:

a) de 25 a 40 decibéis (db) - surdez leve;
b) de 41 a 55 db - surdez moderada;
c) de 56 a 70 db - surdez acentuada;
d) de 71 a 90 db - surdez severa;
e) acima de 91 db - surdez profunda; e
f) anacusia. " Inteire-se sobre o problema da deficiência auditiva em idosos,



Monday, February 6, 2012

Ouvido de crianças pequenas é sensível demais para grandes eventos esportivos

Para fãs de futebol americano, a imagem inapagável do Super Bowl do mês passado pode ter sido o passe de touchdown do zagueiro Drew Brees, que colocou o time New Orleans Saints à frente. Porém, para audiólogos, o destaque veio depois do jogo – quando Brees, sob uma chuva de confete, segurou no alto seu filho de 1 ano de idade, Baylen.

O menino usava algo que parecia com os fones de ouvido usados pelos técnicos de seu pai, mas na verdade eram protetores de ouvido de baixo custo e pouca tecnologia para preservar seu ouvido do barulho do estádio.


Especialistas afirmam que esse tipo de proteção é essencial para ouvidos jovens num mundo ensurdecedor. A perda da audição a partir da exposição a barulhos altos é cumulativa e irreversível; se essa exposição começa na infância, as crianças podem “viver metade de suas vidas com perda de audição”, afirmou Brian Fligor, diretor de audiologia diagnóstica do Hospital Infantil de Boston.


“Esta mensagem precisa ser transmitida aos pais repetidamente”, disse Fligor. “Se uma criança só vai a um único evento esportivo barulhento, não é nenhum problema. Mas para aquelas crianças que vão a jogos de futebol a vida toda, como os filhos do zagueiro Drew Brees, já é um problema. Um ouvido jovem e delicado pode não conseguir suportar os danos”.


De acordo com o Instituto Nacional de Segurança Ocupacional e Saúde, mais de 15 minutos de exposição a 100 decibéis não é seguro. O barulho num estádio de futebol pode chegar a 100-130 decibéis.


Um barulho que é potencialmente perigoso para um adulto ainda é mais prejudicial para uma criança, disse Levi A. Reiter, chefe do programa de audiologia da Universidade Hofstra, que também tem uma clínica particular de audiologia n o Brooklyn.

Pelo fato de que o canal auditivo de uma criança pequena é muito menor do que o de uma criança ou de um adulto, disse Reiter, a pressão do som que entra no ouvido é maior. Uma criança pequena pode perceber um som como 20 decibéis mais alto do que uma criança maiorizinha ou um adulto. O comprimento mais curto do canal auditivo aumenta os níveis de barulho perigoso nas frequências mais altas, que são cruciais para o desenvolvimento da linguagem.


A ciência do problema é esporádica, dizem audiólogos. Mesmo se pessoas que frequentam shows saibam dos danos provocados por música alta, poucas crianças usam aparelho de proteção do ouvido em eventos esportivos, desfiles ou show de fogos, ou quando estão perto de motocicletas e snowmobiles de altos decibéis.


Trata-se de uma mensagem difícil de ser transmitida. A perda de audição, que se acumula lentamente ao longo da vida, nem é dolorosa nem desfigurativa, por isso pode passar despercebida. Stephen Glasser, audiólogo de Great Neck, NY, afirma que o estigma associado a aparelhos auditivos – muitas vezes considerados um sinal da idade ou de fraqueza – parece afetar a proteção da audição.


Embora os adultos possam escapar de um barulho desconfortavelmente alto, “quando você é pequeno, no braço dos pais ou num carrinho de bebê, não consegue sair”, disse Nancy Nadler, diretora executiva assistente do Centro para a Audição e Comunicação, antiga Liga para a Dificuldade de Audição. Eles também não podem articular se estão sentindo os efeitos secundários de uma exposição a sons altos, que incluem sensação de abafado ou sons apitando no ouvido, conhecido como zumbido.


Mas proteger a audição de crianças muito pequenas não é fácil. Plugs de ouvido são grandes demais para canais auditivos pequeninos e fáceis demais de serem colocados na boca, representando risco de asfixia. Eles também são difíceis de inserir no ouvido – às vezes, nem mesmo adultos inserem seus próprios plugs de ouvido corretamente.

Veja o caso dos dispositivos como os protetores de ouvido usados por pelo menino Baylen Bress. Vendidos por várias empresas (os de Baylen eram da Peltor), eles incluem protetores de orelha leves e preenchidos com espuma, pesando menos de 220g e custam geralmente entre 20 e 30 dólares.


A maioria desses dispositivos não foi projetada para crianças pequenas, mas a Baby Banz vende protetores de ouvido para bebês a partir de 6 meses. Embora sejam ajustáveis, eles ainda podem ficar folgados demais bebês menores, disse Shari Murphy, gerente de operações para a América do Norte, acrescentando que as vendas de protetores de ouvido cresceram 40% após o Super Bowl.


Mais da metade dos clientes têm necessidades especiais, como autismo ou distúrbios sensoriais, disse Murphy. Para crianças maiores, os compradores geralmente são os avós, que às vezes dizem que os netos cobrem os ouvidos em shows pirotécnicos ou aéreos, ou que eles próprios sofrem de perda de audição.


O uso de proteção para o ouvido “pode tornar a experiência agradável, em vez de fazer o bebê chorar e você ficar sem saber o porquê”, disse Nadler, do Centro de Audição e Comunicação.


Muitas vezes, ela acrescentou, limitar a exposição de uma criança ao barulho é uma questão de bom senso. Pode ser melhor deixar o bebê em casa com uma babá.

“Precisamos encarar o barulho como algo perigoso”, disse Nadler, “como ferramentas afiadas ou um forno quente”.


Friday, February 3, 2012

Envelhecimento prejudica a audição de sons agudos



Segundo a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, a perda natural de função faz com que os ouvidos percam primeiro a capacidade de captar os sons agudos. Além da idade, fatores como a otosclerose, intoxicações por medicamentos, otites, tumores e outras doenças podem provocar a diminuição da audição. “A redução na capacidade auditiva ainda pode ser acompanhada por zumbido, tonturas e vertigem. Estes dois últimos sintomas estão ligados aos principais motivos de queda na terceira idade”, observa Rita, que possui o título de mestre em clínica cirúrgica pela UFPR.


Thursday, February 2, 2012

Hipersensibilidade auditiva pode trazer danos à saúde

Doença faz com que pessoa não suporte ruídos simples do cotidiano

A hipersensibilidade sonora, doença que causa sensibilidade auditiva, atinge algumas pessoas e faz com que barulhos simples do cotidiano, como um toque de celular ou o barulho de um aparelho de ar condicionado se tornem insuportáveis.

Um indivíduo que não possui nenhum distúrbio auditivo aguenta sons de até 120 decibéis sem problemas. Já os hipersensíveis não resistem a 90 decibéis.

Estima-se que uma em cada quatro pessoas desenvolva algum tipo de transtorno auditivo, que pode gerar sérias consequências à saúde.


Assista ao vídeo:



Wednesday, February 1, 2012

Aparelhos analógicos x Aparelhos Digitais

Os aparelhos auditivos funcionam de forma diferente dependendo do sistema eletrônico utilizado. Os dois principais tipos são: analógicos e digitais.

Aparelhos auditivos analógicos: convertem as ondas sonoras em sinais elétricos que são amplificados. São ajustáveis, programáveis e construídos para atender às necessidades de cada usuário.  Esse aparelhos analógicos têm o preço mais barato do que os aparelhos digitais.

Aparelhos auditivos digitais: transformam ondas sonoras em  elétrica, porém antes de o sinal ser enviado para o amplificador convencional,passa por um mecanismo chamado conversor, o qual transforma o sinal elétrico em uma sequência de dígitos que são enviados para um microprocessador que efetuará as filtragens e a amplificação necessária. O circuito digital dá a flexibilidade para um audiologista em ajustar o aparelho às necessidades do usuário e aos ambientes certos. Estes aparelhos auditivos também podem ser programados para se concentrar nos sons provenientes de uma direção específica.
aparelho-auditivo-analogico-versus-aparelho-auditivo-digital