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Friday, March 30, 2012

Cera no Ouvido


O que é?
A cera ou cerume do ouvido é produzido por glândulas especiais existentes no terço mais externo do canal auditivo. Produzida e expelida em condições normais, a cera constitui um elemento de proteção do ouvido. Recobrindo a fina e frágil pele do canal, a cera atua como repelente da água que pode, muitas vezes, conter microorganismos e/ou detritos nocivos; outra função de proteção é através da retenção de poeira e partículas de areia, impedindo que esses elementos provoquem danos ao tímpano (membrana timpânica). Pouca produção ou ausência de cera resulta, em geral, em uma pele seca com aparecimento de coceira e descamação.


O ouvido é divido em três partes: externo, médio e interno. O ouvido externo é formado pelo pavilhão auricular e canal auditivo. Na extremidade do canal está a membrana timpânica.
Devemos limpar os ouvidos?
A cera não é formada na parte profunda do canal do ouvido, próxima ao tímpano, mas somente na parte mais externa. Quando um paciente está com cera em cima da membrana timpânica, quase sempre é porque ela foi empurrada com cotonetes, grampos ou palitos, para o fundo do canal, na tentativa de "limpar" o ouvido. Além do mais, a pele do canal e do tímpano é muito fina e frágil e, conseqüentemente, fácil de ser lesada.

Normalmente, existe um pequeno acúmulo de cera no canal do ouvido que seca e se desprende com o pó e areia nela retidos. Portanto, o ouvido, na maioria das vezes, passa por um processo de autolimpeza. Pode haver também migração (deslocamento) e acúmulo para a parte mais externa do canal; neste caso deve ser feita a remoção da cera, mas somente na entrada do canal.

Em certas circunstâncias pode haver um acúmulo anormal de cera, formando um verdadeiro tampão, ocasionando surdez. Isto ocorre especialmente em condutos auditivos mais estreitos e tortuosos ou nas alterações da pele de revestimento. Quando a cera acumula em excesso ela deve ser removida por um médico, através de lavagens, aspirações ou com instrumentos especiais. Às vezes torna-se necessário usar, previamente, gotas especiais, para amolecer, soltar a cera antes das manobras de remoção. Remoções com lavagens não devem ser feitas se houver perfuração no tímpano; a entrada de água de lavagem através de uma perfuração timpânica irá provocar uma infecção, a otite média. O médico irá se certificar das condições da cera, do canal e da membrana timpânica antes de decidir pelo método de remoção.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Por que temos cera nos ouvidos?
Devemos retirar a cera dos ouvidos?
Posso usar o cotonete para limpar os ouvidos?
Como devo limpar meus ouvidos?


Thursday, March 29, 2012

Problemas de audição comprometem aprendizado


Problemas de audição comprometem aprendizado

Segundo estudo, a cada mil nascimentos, três crianças apresentam algum comprometimento da audição. O cuidado com a saúde auditiva não costuma fazer parte do check up de rotina, mas as estatísticas provam que os ouvidos estão cada vez mais expostos a ruídos nocivos. 

Os pais devem se atentar a alguns detalhes para acompanhar o desenvolvimento dos pequenos em relação ao  ato de ouvir dos bebês. Caso seja detectado algum comportamento diferenciado, o tratamento deve ser imediato. 

O primeiro passo, após dialogar com o seu pediatra, é o encaminhamento para o otorrinolaringologista, médico responsável pela identificação de perda de audição. Após a consulta, a criança deve realizar exames solicitados para avaliação e, caso seja necessário, deve ser encaminhada para um fonoaudiólogo para tratamento adequado.

Talita Donini, fonoaudióloga da Phonak, empresa especializada em tratamento para deficiência auditiva, alerta: “Não escutar bem pode se tornar um problema grave, pois compromete o desenvolvimento da linguagem”.


Como identificar possíveis problemas de audição em casa? 

Confira os alertas da fonoaudióloga Talita Donini:


- a criança não reage a barulhos fortes
- não atende quando é chamado pelo nome
- pede para aumentar o som da TV, computador ou telefone com frequência
- dificuldade em manter a atenção
- parece irritada e dificilmente faz vínculos com outras crianças
- prefere brincar sozinha
- dificuldade na alfabetização
- troca de fonemas na escrita
- dificuldade de aprendizado em geral



Wednesday, March 28, 2012

Higene do Ouvido

O cuidado de todos os órgãos de nosso corpo é essencial para levar uma vida saudável e evitar ter que ir ao médico. Por isso, daremos algumas dicas para a higiene do ouvido, para que sempre os tenha limpos e saudáveis.
Às vezes não lhe damos a importância que merecem, mas os ouvidos nos dão muitas das coisas boas que temos, por isso devemos cuidar deles como merecem.
Uma das primeiras medidas que deve ter em conta para a correta higiene dos ouvidos passa pela forma de limpar: nunca utilizar bastões de algodão, já que podem empurrar a cera e formar uma tampa. Também não pode usar nenhum objeto que possa infectar o ouvido.
ouvidoAproveite para limpar os ouvidos quando estiver debaixo do chuveiro, já que estão úmidos e é mais fácil os limpar. Um dos melhores jeitos para limpar os ouvidos é utilizar soro fisiológico, que atua por si sozinho desfazendo o cerúmen formado no ouvido. Isto evitará ter que recorrer aos bastões de algodão, às unhas ou a qualquer outro objeto.
Um jeito de conservar a sua audição é não utilizar fones de ouvido como aparelhos tocadores de Mp3 que são negativos para a saúde deste precioso órgão. Entre alguns dos motivos encontrados, um deles é produzirem cerúmen e provocarem perda de audição. Por isso, evite na medida do possível o uso destes gadgets.


Tuesday, March 27, 2012

Infecção no ouvido está associada a obesidade infantil

Infecção no ouvido está associada a obesidade infantil 

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Otites podem influenciar a percepção do sabor. Foto: Getty Images
Otites podem influenciar a percepção do sabor
Foto: Getty Images
ROSÂNGELA ESPINOSSI
Inflamações persitentes no ouvido médio podem ter ligação direta com a obesidade infantil. É essa a conclusão de um relatório publicado na edição de março da publicação Archives of Otolaryngology Head & Neck Surgery (Arquivos de Otolaringologia Cirurgia de Cabeça e Pescoço).
Os estudos, conduzidos por Il Ho Shin, da Universidade Kyung Hee, de Seul, Coreia do Sul, analisaram a associação entre os limites gustativos (o que faz diferenciar os vários sabores dos alimentos) e a relação com índice corporal de crianças portadoras de otite média com efusão (purulenta) recorrente ou persistente.
O teste consistiu em medir os limites gustativos em 42 crianças com a doença por meio de um pequeno tubo de plástico dentro do tímpano, mantendo o ouvido médio gaseificado. O mesmo teste foi feito com um grupo de controle de 42 crianças sem otite persistente.
Foram usadas quatro soluções padrões de sabor - açúcar, sal, ácido cítrico e cloridadrato de quinino. O teste apontou que as crianças portadoras da doença tinham o limite gustativo para os sabores doces e salgados mais elevado que as do grupo de controle. Uma pequena elevação desse limite foi detectada também para os sabores amargo e azedo. "Esses resultados sugerem uma associação entre as alterações no gosto e no aumento do Índice de Massa Corporal em pacientes pediátricos com otite", afirmaram os pesquisadores. Embora a maioria das crianças se curem das inflamações nos ouvidos, pelo menos 10% desenvolvem a otite persistente.
Não é a primeira vez que pesquiadores relacionam infecções de ouvido com obesidade. Em 2008, durante a Convenção Anual da Associação Americana de Psicologia, uma série de estudos mostrou que pessoas que tiveram quadros persistentes de otite no ouvido médio quando crianças tinham preferência maior por ingerir alimentos doces e gordurosos, mesmo em idades mais avançadas.


Otite



Otite é o termo médico usado para toda infecção do ouvido, que pode ocorrer no ouvido externo ou médio e pode ser aguda ou crônica.



O ouvido, órgão com a função de audição e equilíbrio, possui três divisões. A primeira, a orelha externa compreende o pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, revestidos por pele, que termina na membrana chamada tímpano. Sua função é localizar a fonte sonora, amplificá-la e levá-la até o ouvido médio. Esta é uma cavidade preenchida por ar e que se localiza dentro do osso temporal (osso que faz parte do crânio) e contêm três pequenos ossos, o martelo, a bigorna e o estribo, que amplificam o som que chega à membrana timpânica para a parte mais interna do ouvido, o labirinto. No ouvido médio também se localiza a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, que estabelece ligação com o nariz (fato importante na origem da otite média) e que é utilizada para igualar a pressão do ar entre a ouvido médio e o ambiente externo (por isso quando descemos a serra bocejamos ou deglutimos para "desentupir" o ouvido). O labirinto possui uma parte destinada a percepção dos sons, chamada de cóclea, e à conversão das ondas sonoras para estímulos elétricos que serão levados até o cérebro, e outra que contribui para o equilíbrio do corpo.
A infecção da orelha externa é chamada otite externa e do ouvido médio é chamada otite média.



A otite externa é mais comumente causada por bactérias ou fungos. Na maior parte das vezes, eles penetram através de lesões na pele que recobre a orelha externa provocadas por objetos (cotonetes, grampos, por exemplo), por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada (mar, piscina, banhos). O contato freqüente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. Por isso, a otite externa também é conhecida como otite dos nadadores.
Ocorre uma dor intensa e diminuição da audição. Em alguns casos, podem aparecer secreção e coceira. O diagnóstico é feito considerando os sintomas e por meio do exame otológico que permite visualizar o interior do ouvido.
O tratamento da otite externa inclui analgésicos. Antibióticos e antifúngicos são usados como medicação tópica (gotas). Calor local ajuda a aliviar a dor e, no caso de haver coceira, aspirar a secreção pode ser a conduta indicada.



A otite média é a segunda doença mais comum da infância, após as infecções de vias aéreas superiores. Segundo um estudo epidemiológico, aos 12 meses de idade cerca de 2/3 das crianças já apresentaram pelo menos um episódio de Otite Média Aguda (OMA), e aos 3 anos cerca de 46% já tiveram 3 ou mais episódios de OMA. Além disso, o estudo mostrava haver dois picos de incidência de OMA: entre 6 e 11 meses de idade (pico mais importante) e entre 4 e 5 anos de idade. Mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade.
A otite média aguda é uma infecção por bactérias ou vírus, que provoca inflamação e/ou obstruções e que se não for tratada pode levar à perda total da audição. Costuma ocorrer durante ou logo após gripes, resfriados, infecções na garganta ou infecções respiratórias.
Os vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro do ouvido médio. A pressão exercida por esta secreção levará a dor, febre e diminuição da audição. Algumas vezes ela chega a ser tão intensa que leva à ruptura da membrana timpânica e saída de secreção purulenta misturada com sangue pelo conduto externo (otite média aguda supurada).
Os principais sintomas são, portanto, a dor muito forte, diminuição da audição, febre, falta de apetite e secreção local. O diagnóstico se baseia no levantamento dos sintomas e no exame do ouvido com aparelhos específicos como o otoscópio.
O tratamento requer o uso de antibióticos e analgésicos. Em dois ou três dias, a febre desaparece, mas a audição pode leva mais tempo para voltar ao normal. Se a perda auditiva não regredir, pode ser sinal de secreção retida atrás do ouvido médio, que será retirada cirurgicamente através de uma pequena incisão no tímpano. O tímpano geralmente se regenera espontaneamente.
Vacinas contra o Haemophilus influenza e o Streptococcus pneumoniae protegem as crianças de uma série de infecções menores, entre elas a otite média e a amigdalite. Especialmente a vacina contra o pneumococo, consegue reduzir a incidência de otite em 6% ou 7% da população infantil.


A otite média serosa é caracterizada pela presença de secreção inflamatória (serosa). Em geral se manifesta por perda auditiva e otites agudas de repetição. Está relacionada à obstrução da tuba auditiva, podendo fazer parte do quadro clínico das alergias das vias aéreas superiores, aumento da adenóide e sinusites. Seu tratamento pode ser clínico, com resolução espontânea, e ocasionalmente cirúrgico, com a colocação de "tubinhos" de ventilação.



A otite média crônica se caracteriza por uma história mais arrastada, com duração de 3 meses ou mais. É a principal responsável pela queda da audição em crianças e, conseqüentemente, do aprendizado. Em geral apresenta uma perfuração permanente na membrana do tímpano, como seqüela de uma otite média aguda mal tratada e que esporadicamente se infecta (sobretudo quando há entrada de água pelo conduto) manifestando-se pela presença de secreção (pus).
As constantes reinfecções desta cavidade podem levar a seqüelas irreversíveis na audição e ainda possibilitar o crescimento de pequenas massas, os chamados colesteatomas, que passam a invadir o ouvido médio causando grandes complicações. O tratamento da otite média crônica inclui controle da infecção (em geral gotas tópicas) e proteção contra entrada de água e até mesmo o tratamento cirúrgico. A cirurgia visa evitar novas infecções e secundariamente tentar recuperar a audição que restou daquele ouvido.



• Evite o uso de cotonetes, pois podem retirar a cera protetora do ouvido ou empurrá-la para dentro do canal auditivo ou até mesmo machucá-lo;
• Utilize protetores macios para evitar a entrada de água quando for nadar;
• Limpe, com freqüência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, para evitar que o catarro se acumule no nariz e na garganta. Essa recomendação vale especialmente para bebês e crianças pequenas;
• Nunca amamente seu bebê deitado. Essa posição favorece a entrada de líquidos em sua tuba auditiva que predispõe infecções;
• Não introduza objetos que possam ferir a pele para limpar ou coçar o ouvido;
• Enxugue a orelha com cuidado, usando uma toalha macia enrolada na ponta do dedo;
• Cuidado com a automedicação e não siga sugestões de conhecidos para aliviar a dor de ouvido(leite de peito, ervas, azeite não devem ser colocados dentro do ouvido);
• Procure atendimento médico sempre que apresentar dor de ouvido, coceira intensa ou diminuição de audição.


Monday, March 26, 2012

Tipos de Aparelhos Auditivos



APARELHOS AUDITIVOS


Os aparelhos auditivos podem ser classificados quanto a:

1.    Apresentação (microcanal, intracanal, intra-auricular, retroauricular e bolso ou caixa);
2.    Tipo de circuito (analógico, programável ou digitalmente programável e totalmente digital);
3.    Controle de ajustes (por instrumentos manuais ou por computador);
4.    Nível de amplificação (para perdas: leve, moderada, severa e profunda);
5.    Recursos externos do usuário (controle de volume, chaves, botões, etc.);
6.    Recursos de ajustes (trimmers, programas de computador, etc.);
7.   Recursos avançados (canais, bandas, algoritmos, gerenciamento adaptativo, etc.);
8.   Modelo/tamanho da bateria (5, 10, 312, 13, 675, etc. );

Existem, também, as variações (matriz de opções) conforme o modelo de aparelho e as alterações de laboratório. E, além disso, existem modelos de aparelhos para características mais específicas e incomuns.

Tabela de classificação dos aparelhos auditivos em termos de apresentação
Apresentação
Características
Grau de perda
Microcanal (CIC)




 Aparelho auditivo Microcanal


Resultado prático da microtecnologia. Confeccionado para ficar alojado totalmente dentro do conduto auditivo. É esteticamente mais discreto que os demais modelos de aparelhos auditivos. Às vezes, pode ter algum (minúsculo) controle como o botão de programas.




Atende perdas auditivas de grau leve a moderado.
Intracanal

Aparelho auditivo Intracanal


Posiciona-se no conduto auditivo; podendo conter um controle de volume e/ou botão de programas.




Normalmente indicado para perdas auditivas de grau leve até moderadamente severa.

Intra-auricular

Aparelho auditivo Intra-auricular

Preenche toda a concha da orelha. É um aparelho mais potente que os anteriores e apresenta o controle de volume manual.




Normalmente indicado para perdas severas.
Retroauricular


Aparelho auditivo Retroauricular

Aparelho posicionado atrás da orelha. Transmite o som amplificado até próximo ao tímpano através de um tubo acoplado ao molde auricular. Normalmente é o mais potente de todos e que apresenta o maior número de recursos.



Atende a todos os graus de perda auditiva.
Adaptação Aberta
 
 
Aparelho auditivo Adaptação Aberta 

 
Apresentação mais recente. Grande conforto no uso diário. Boa opção para pessoas com problemas de oclusão e incômodo da própria voz. Posicionado no alto, atrás do ouvido, com dimensões bastante reduzidas. Oliva minúscula, totalmente inserida no canal e tubinho bem discreto.
 

 
 
Melhor para perdas bem acentuadas em altas frequências.


         São considerados cinco tipos básicos. Mas, na realidade ainda existem alguns tipos mais raros. O primeiro e mais antigo é o aparelho de bolso, que às vezes, é chamado de aparelho de “caixa”. Normalmente ele utiliza uma ou duas pilhas pequenas comuns e parece um tocador MP3 como um Ipod Shuffle (sem a mesma estética); pois, tem um ou dois fones de ouvido. O outro tipo é o aparelho que é montado dentro de uma haste (grossa) de óculos. O aparelho de óculos pode utilizar, também, uma forma diferente de transmissão dos sons para o sistema auditivo: a condução óssea. Existe ainda um arco com “apetrechos” nas extremidades dessa “tiara” que também usa o princípio da condução óssea. Mais modernamente, surgem variantes de apresentação de aparelhos auditivos intra ou retroauriculares, que são bastante discretos. Existe também o implante coclear, onde parte do aparelho é implantada na cabeça (atrás da orelha) do paciente através de uma cirurgia hospitalar. O implante teve o seu início no Brasil na década de 90.

   Cada tipo de aparelho tem as suas aplicações e cabe ao profissional mostrar todas as alternativas para que o paciente tenha a livre escolha, com o conhecimento das vantagens, riscos e problemas de cada opção.

   Se a pessoa não é usuária ou se ainda não sabe se é caso de aparelho auditivo, uma avaliação otorrinolaringológica e alguns exames auditivos podem, eventualmente, confirmar a necessidade de um aparelho de amplificação sonora.

   Os aparelhos auditivos constituem-se em sofisticados instrumentos eletrônicos miniaturizados. Eles ajustam o som ambiental e os sons da fala, ou seja, corrige o volume e algumas características dos diversos tipos de sons e freqüências para as necessidades específicas de cada usuário, permitindo que ele ouça melhor.


Thursday, March 22, 2012

O ouvido e a audição: funções e doenças

O aparelho auditivo
As funções do ouvido
O ouvido desenvolve duas funções importantes: aquela da audição e aquela do equilíbrio. É também uma parte das vias respiratórias. O ouvido recebe as vibrações sonoras e transforma-as em impulsos nervosos que são transmitidos ao cérebro que, por sua vez, interpreta a mensagem sensorial.
O equilíbrio encontra-se à base dos movimentos do corpo. Este depende essencialmente do ouvido interno, mas um papel muito importante é desempenhado também pelo olho, pelos receptores tácteis da pele, pelos músculos e pelos membros. Todas as informações destes órgãos são organizadas no cérebro, que coordenando-as assegura o equilíbrio.
Estrutura do ouvido

O ouvido externo:
O ouvido externo contém numerosos nervos e vasos sanguíneos. É constituído pelo pavilhão auricular, a parte visível e mais externa do ouvido, e pelo canal auditivo. O canal auditivo parte do pavilhão auricular e chega até à parte compacta (rochedo) do osso temporal.
O canal auditivo contém numerosas glândulas, ceruminosas e sebáceas, e folículos pelíferos. As glândulas ceruminosas segregam uma substância (o cerúmen) que captura as poeiras e outras partículas microscópicas. O cerúmen é por conseguinte empurrado em direcção ao pavilhão auricular através do canal auditivo. O sebo segregado pelas glândulas sebáceas lubrifica o ouvido. No fundo do canal auditivo encontra-se o tímpano, constituído por tecido conjuntivo muito resistente. A espessura é de apenas um milímetro e o diâmetro de um centímetro.
O ouvido médio:
Chamado também caixa do tímpano, o ouvido médio é uma cavidade escavada ao interno do osso temporal, que canaliza, amplificando-as, as vibrações sonoras recolhidas pelo ouvido externo. O ouvido médio encerra três ossículos ligados entre eles. O mais próximo do tímpano é o martelo, seguem a bigorna e por fim o estribo. O estribo adere através da sua base à janela oval, uma membrana situada à entrada do ouvido interno. No fundo do ouvido médio começa um longo canal de 4 centímetros, a trompa de Eustáquio, que termina na faringe. A trompa de Eustáquio é circundada por muitos músculos e a sua mucosa encerra glândulas que segregam um líquido viscoso.

O ouvido interno: O ouvido interno, chamado também labirinto, é constituído por uma parte auditiva e por uma parte que preside ao equilíbrio. É formado por numerosas cavidades localizadas ao interno do osso: a cóclea (ou caracol), o vestíbulo e os canais semicirculares. Estas cavidades encerram um líquido, a perilinfa, e são forradas por um saco membranoso, formado por tecido conjuntivo que assume a forma do osso. Também o labirinto membranoso contém um líquido viscoso, a endolinfa.
A parte auditiva do ouvido é constituída pelo caracol membranoso, pelo canal coclear e por um pequeno saco membranoso, o sáculo. O nervo auditivo, ao interno do caracol, decifra os movimentos do líquido do qual está emprenhada esta estrutura. O sistema que controla o equilíbrio é constituído por um saco membranoso, o utrículo, do qual partem os três canais semicirculares. Estes canais estão forrados por células sensoriais que registam os movimentos da endolinfa. Os impulsos são sucessivamente transmitidos ao cérebro através do nervo auditivo coclear.
Como funciona o ouvido

A audição:
O ouvido capta as ondas sonoras e analisa-as. O som é uma vibração física do ar cuja frequência audível pelo ouvido humano situa-se entre os 16 e os 16.000 Hertz. Alguns animais podem ouvir frequências mais baixas (o elefante, por exemplo, pode ouvir sons de 12-14 Hz) ou mais altas (os ultra-sons perceptíveis pelos cães, pelos mamíferos marinhos ... ).
As ondas sonoras são captadas pelo pavilhão auricular e transmitidas ao tímpano através do canal auditivo. O tímpano é uma membrana elástica que vibra á mesma frequência das ondas sonoras, amplificando proporcionalmente a intensidade dos sons. Os ossículos transmitem as vibrações através do ouvido médio até à janela oval.
Os sons, no decurso desta transmissão, são amplificados por um fenómeno puramente físico devido à estrutura anatómica do ouvido médio, dando-nos assim a possibilidade de captar também aqueles muito fracos. Quando a base do estribo exerce uma pressão sobre a janela oval, a perilinfa, o líquido que se encontra na cavidade do ouvido interno move-se e oscila com a mesma cadência das ondas sonoras.
Os movimentos da perilinfa transmitem-se ao líquido dos sacos membranosos, cujas oscilações são decifradas pelas cerca de 20.000 células sensoriais (células ciliadas) presentes ao interno do caracol. As células ciliadas são estimuladas pelos movimentos da endolinfa que provocam os impulsos nervosos. Na ausência de rumores, as células ciliadas encontram-se em estado de repouso e carregam-se electricamente. Quando as ondas sonoras alcançam o ouvido interno, a electricidade é transformada em impulsos nervosos que, através do nervo auditivo, alcançam o cérebro.
A profundidade da penetração das ondas sonoras no caracol é em função da sua frequência. Os sons com uma frequência alta não penetram muito profundamente no caracol, enquanto que aqueles com baixa frequência penetram em profundidade. Desta maneira, o cérebro pode diferenciar os vários sons conforme a sua localização no caracol. O cérebro determina a intensidade de um som em função da quantidade de impulsos transmitidos pelas células ciliadas. Quanto mais o som é forte, maior é o número de impulsos nervosos que estas enviam.

A pressão:
Para que o ouvido médio possa funcionar da melhor maneira, é necessário que a sua pressão interna seja igual à pressão atmosférica. Se a pressão é demasiado forte ou demasiado fraca, as vibrações do tímpano são estorvadas, a transmissão das ondas sonoras não é boa e a audição é fraca.
A trompa de Eustáquio, que desemboca na faringe, está em contacto com o ar externo através da boca e do nariz. Esta configuração permite à trompa de Eustáquio de regular a pressão entre o ouvido médio e o ar externo.
O equilíbrio entre estas pressões é regulado a cada deglutição de saliva ou de comida; daqui a utilidade de chupar rebuçados ou mastigar chewing-gum num avião no momento da descolagem e da aterragem, num automóvel na montanha, ou durante uma descida com os esquis. A obstrução da trompa de Eustáquio, causada por uma infecção ou por uma inflamação das vias respiratórias, impede o equilíbrio entre a pressão interna e externa, provocando então dores no tímpano e abaixamento da audição.
Os órgãos do equilíbrio:
Os órgãos do equilíbrio do ouvido interno constituem o aparelho vestibular. As duas partes do ouvido denominadas utrículo e sáculo são muito ricas de células sensoriais. Quando o corpo se move, a endolinfa coloca-se em movimento e actua sobre as células sensoriais provocando alguns impulsos nervosos. Graças a estes impulsos, o cérebro pode determinar a posição do corpo.

Os movimentos da cabeça não são registados nos dois sacos membranosos mas nos canais semicirculares. Estes canais partem do utrículo e terminam nas bolsas dilatadas, as ampolas, que contêm numerosos corpos tácteis providos de células sensoriais. Estas células apresentam-se sob a forma de um único cílio terminante num grânulo ou otólito. Quando movemos a cabeça, o líquido que enche os canais semicirculares derrama-se nas ampolas.
O deslocamento do líquido curva os órgãos tácteis que transmitem impulsos nervosos ao cérebro. Os sinais emitidos pelas células ciliadas não chegam somente ao cérebro, mas alguns destes alcançam directamente os músculos do pescoço, permitindo-nos de manter a cabeça direita. Graças a estes reflexos, os músculos conferem estabilidade ao corpo. Os movimentos da cabeça actuam também sobre os olhos. Quando a cabeça roda numa direcção, os músculos oculares reagem simultaneamente e o olho move-se na direcção oposta para conservar uma imagem fixa.

Exame do ouvido
O ouvido externo:
O médico examina o ouvido externo com o auxílio de um pequeno funil e de uma lâmpada ou com um pequeno microscópio introduzido no ouvido. Desta maneira, podem-se ver o canal auditivo e o tímpano.
Exame audiométrico:
Para examinar a audição de um paciente, o médico pode efectuar quer uma audiometria vocal, ou seja fazer-lhe ouvir uma voz humana, quer uma audiometria tonal, que consiste em fazer ouvir ao paciente sons de frequências e intensidades diferentes. Os resultados são registados num diagrama que a seguir é analisado.
Para completar a audiometria tonal, pode-se também fazer um exame do aparelho auditivo com o auxílio de um diapasão aplicado alternativamente em frente do canal auditivo externo e contra os ossos do crânio, frontal e temporal. Estes exames são denominados teste de Rinne e teste de Weber. A diminuição do ouvido pode ser causada por uma lesão do tímpano. Em tal caso a membrana é examinada com técnicas que medem os seus movimentos quando é submetida a um estímulo.
O equilíbrio:
As doenças que têm repercussões sobre o equilíbrio podem provocar lesões quer ao interno dos próprios órgãos do equilíbrio quer a nível do nervo auditivo. Para poder identificar estas lesões, o médico verifica o equilíbrio em posição erecta, controla a precisão dos gestos e verifica a ausência de movimentos oscilatórios anómalos e involuntários do globo ocular (nistagmo).
As doenças do ouvido
O ouvido, como todos os órgãos, pode ser a sede de doenças infecciosas, inflamatórias, tumorais, mas também de perturbações funcionais específicas.

As doenças do ouvido externo:
Afectam em princípio o canal auditivo. As três afecções mais frequentes são a impetigem, o eczema e a obstrução. Esta última pode ser causada por um corpo estranho introduzido acidentalmente no ouvido ou por um rolhão de cerúmen formado pela acumulação de cera endurecida. Por vezes, para a extracção de um rolhão, toma-se necessária uma lavagem médica do canal auditivo.
As doenças do ouvido médio:
Afectam o tímpano, a cadeia de ossículos, as paredes da caixa do tímpano e a trompa de Eustáquio. As doenças infecciosas que podem causar uma otite média são frequentes. A inflamação da trompa de Eustáquio, ou catarro auricular, compreende a presença no ouvido médio de um líquido que não pode defluir e exerce uma pressão dolorosa sobre o tímpano. Os ossículos podem ser afectados pela otosclerose, uma espécie de anquilose mecânica que diminui notavelmente a audição.

As doenças do ouvido interno:
As afecções virais do vestíbulo e da cóclea comprometem seriamente a audição, sem possibilidade de recuperação quando são afectadas as células sensoriais. As perturbações vasculares do ouvido interno estão à origem de vertigens, zumbidos, perturbações do equilíbrio e da síndroma de Méniere, que se manifesta com estes sintomas. Também um tumor particular do nervo auditivo, o neurinoma do nervo acústico, provoca a surdez.
Os traumatismos:
Os traumatismos do ouvido externo, pavilhão e canal, são pouco perigosos. Aqueles do ouvido médio, provocados em princípio por um traumatismo sonoro ou por uma explosão, são mais graves: tímpano perfurado, forte risco infeccioso, lesões dos ossículos.
Outras doenças
Muitas outras doenças afectam o ouvido: tumores do canal auditivo, herpes­zóster, lesões vasculares, arteriosclerose, lesões degenerativas causadas por uma intoxicação farmacológica, muitas vezes a seguir ao consumo de certos antibióticos. Existem também alguns tipos de surdez de natureza congénita, associadas em princípio ao mutismo, que necessitam de uma assistência médica precoce.


Pesquisa revela que barulho de brinquedos pode prejudicar audição

Crianças menores de dois anos são as mais prejudicadas.
Barulhos podem até causar estresse.

Uma pesquisa realizada por uma fonoaudióloga de Marília, interior de São Paulo, mostrou que os pais devem ficar atentos aos produtos que geram sons, oferecidos no mercado, sem o selo do Inmetro. Eles podem causar sérios danos ao sistema auditivo.

Se pra muitos pais é um martírio conviver com os brinquedos barulhentos dos filhos, imagine o mal que eles podem causar às crianças, que ainda não têm audição completamente desenvolvida.
Quando o brinquedo emite algum som o cuidado tem que ser redobrado na hora da compra. O barulho pode prejudicar a saúde da criança, principalmente dos menores de dois anos.

Especialistas explicam que até esta idade, o sistema auditivo não está completamente desenvolvido. A fonoaudióloga Carla Linhares passou quatro anos estudando as consequências do barulho dos brinquedos para a audição das crianças. Durante a pesquisa, vinte brinquedos foram analisados.

Dez com selo do Inmetro e outros dez, sem a garantia do instituto. O resultado foi impressionante.
O ruído do brinquedo certificado pelo Inmetro ficou bem abaixo do permitido que é de 85 decibéis, já o que não tem o selo, o barulho passou dos cem decibéis. O suficiente pra deixar até um adulto irritado. "Numa casa provavelmente vai ter mais barulho, o que vai somar o ruído. Mas com o tempo, sem que os pais percebam, vai acarretar prejuízo para a criança, tanto para audição como estresse", explica.

O professor de fonoaudiologia, Heraldo Lorena Guida, que acompanhou a pesquisa, explica a gravidade da lesão que o uso de brinquedos com o barulho alto e contínuo pode causar. "Em um primeiro momento a gente pode entender que do ponto de vista psicológico, do ponto de vista do estresse, agitação, esse som elevado ele vai trazer algumas consequências para o cotidiano”.

É proibido vender brinquedos sem o selo do Inmetro, ainda assim é fácil encontrar comerciantes que desrespeitam a lei. Este mês uma loja em Marília foi multada e nela catorze brinquedos irregulares apreendidos.

Wednesday, March 21, 2012

Implante de aparelho melhora a audição em casos de surdez


Dispositivo funciona com bateria e só precisa ser trocado depois de 15 anos



RIO — Médicos do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, realizaram pela primeira vez no Brasil o implante total de uma prótese auditiva. A técnica é uma alternativa segura aos atuais aparelhos para surdez e já é rotina em países europeus. Este modelo pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de pelo menos 42 milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem de algum grau de perda auditiva.


O dispositivo auditivo Carina G4 é totalmente implantável e indicado para pessoas que não se adaptam aos modelos convencionais ou não se sentem bem do ponto de vista estético, ou ainda limitados no seu dia a dia. Por exemplo, os pacientes que se incomodam com a sensação de orelha tapada devido ao molde ou praticantes de esportes aquáticos.


— Os aparelhos auditivos convencionais são excelentes na reabilitação de perda auditiva. Porém os usuários destes modelos precisam retirar o aparelho ao tomarem banho e ao dormirem; além de se preocuparem com a limpeza constante. O Carina G4 é o primeiro aparelho auditivo totalmente implantável; assim ele permite maior liberdade aos seus usuários; e tem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária — explica o otorrinolaringologista Iulo Baraúna, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

Nenhum componente externo do aparelho é perceptível, pois o microfone e o aparelho ficam sob a pele. As desvantagens são a delicada cirurgia de 4 horas para o implante — a anestesia é geral — e a troca da bateria interna em 15 a 20 anos. A operação pode ser feita em pacientes acima de 9 anos e com alguma audição residual. A operação é realizada a partir de um pequeno corte atrás da orelha, onde estão localizados os pequenos ossículos da audição.


Fabricada nos Estados Unidos, a prótese tem um microfone para captação do som, um processador e um transdutor microeletrônico (transformador de energia), que conduz o som em forma de vibração para a parte interna do ouvido. E o transdutor induzirá movimentação da cadeia ossicular, levando a uma maior sensação a auditiva; como fazem os aparelhos comuns.


— O aparelho tem bateria recarregável por indução magnética. São recomendadas recargas diárias de 40 minutos para uma autonomia de 24 horas a 30 horas. A troca da bateria, após esse período, é feita a partir de um pequeno corte na pele — explica o médico.
O médico comenta que a ativação do aparelho ocorre após algumas semanas e o prazo de adaptação total varia, podendo chegar a seis meses. O microfone implantado sob a pele tem grande sensibilidade e pode captar ruídos do próprio paciente, causando um breve desconforto. Mas estudos mostram que tal problema torna-se imperceptível.


— Candidatos ao Carina G4 são aqueles que já usaram ou têm aparelhos comuns com bom resultado auditivo. O implante é colocado na maioria das vezes em apenas um dos ouvidos. A qualidade do som é mais natural. Por ser implantada sob a pele, a nova prótese não precisa ser removida ao entrar em contato com a água — explica o otorrino.
O paciente brasileiro que recebeu a primeira prótese auditiva totalmente implantável é uma mulher de 44 anos. Ela já vivia com um aparelho comum e apesar de tem bom resultado funcional com ele se sentia desconfortável.


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Monday, March 19, 2012

Dicas para manter sua saúde auditiva.


Dicas para manter sua saúde auditiva
Não é nenhuma surpresa saber que estamos expostos a vastas quantidades de sons em todos os níveis. Sons que ultrapassam 85 dB SPL são geralmente considerados nocivos.

O que você pode não perceber é que 85 db SPL equivale ao som de tráfego ruidoso. A música alta, como em boates, é em torno de 100 db SPL.

 A exposição a sons de 85dB SPL ou em níveis mais intensos pode causar danos irreversíveis à audição, mas algumas medida simples podem ser adotadas a fim de se evitar possíveis danos:
  • Procurar um médico otorrinolaringologista sempre que apresentar queixa de dor, baixa auditiva e zumbido.
  • Não utilizar hastes flexíveis para limpeza da orelha.
  • Evitar exposição a sons altos por período prolongado
  • Usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) em locais de trabalho onde o ruído exceder os limites permitidos
  • Não utilizar medicamentos sem indicação médica.


Quanto Custa um Aparelho Auditivo ?






Não existe um padrão de modelos e preços de aparelhos auditivos. A variação é bastante ampla, conforme o modelo, fabricante e empresa que está vendendo. Mas, qualquer faixa de preço de qualquer empresa, do mais simples ao mais sofisticado, está dentro da faixa maior de mil a dez mil reais cada Preço de aparelhos auditivosaparelho.



É extremamente útil ao comprador e ao usuário entenderem alguns aspectos básicos para ficarem satisfeitos mais à diante, sem riscos e sem as amargas experiências:
1- Os aparelhos auditivos não são padronizados. São várias dezenas de marcas; e, a quantidade de modelos por marca pode alcançar muitas dezenas. O que nos leva a concluir que no mercado brasileiro temos várias centenas de modelos, podendo chegar perto de mil modelos, que estão em constante modificação.
2- As marcas e modelos de empresas diferentes são, normalmente, diferentes. Mesmo que se                  obtenha a marca e modelo de uma empresa, nem sempre é possível achar um equivalente exato. Pois, além de as especificações mais técnicas nem sempre serem divulgadas, a quantidade de modelos existentes inviabiliza a comparação por modelo.

3- O futuro usuário de aparelho auditivo não pode escolher livremente entre todos os modelos de aparelhos como em uma loja de TV. Tanto os modelos de aparelhos auditivos como os televisores diferem entre si pelo tamanho, formato, recursos, qualidade e marca. Entretanto, a escolha da TV é de total liberdade do comprador e o aparelho auditivo depende de uma adequação técnica, dado que é uma prótese. As opções de escolha são limitadas pelo fonoaudiólogo especializado em aparelhos auditivos, conforme os exames, entrevista, avaliação e testes.
4- As diferenças de preços entre modelos do mesmo fabricante, de aparelhos auditivos, têm resultados bastante diferentes. A TV pode ser utilizada com mais, ou menos satisfação, conforme a adequação do aparelho para as condições do telespectador; mas, dificilmente deixa de cumprir a sua função. Apesar de o aparelho auditivo ser para muitos um auxílio imprescindível, o aparelho pode variar muito em termos de utilidade e conforto. Ele tem um componente de dependência muito pessoal que pode desmotivar o seu uso ou tornar-se pouco efetivo. Portanto, o primeiro fator para escolher o aparelho mais adequado é a consideração do paciente e depois o valor.
5- Podem existir empresas trabalham com uma faixa de preços estreita e baixa, estas são as “pequenas e precárias”; são de alto risco. Aquelas que têm aparelhos de no máximo três a quatro mil reais também não merecem atenção. Normalmente, a maior parte das empresas trabalham com a variação global de preços semelhantes (sempre está entre mil a dez mil reais). Desta forma, não é possível avaliar, por telefone, qual (ou quais) aparelho vai ser selecionado pelo fonoaudiólogo para uma determinada pessoa. Portanto, não tem fundamento a escolha de uma empresa pela faixa de preços, menos ainda pelo valor mínimo. Seria o mesmo que escolher uma ótica perguntando, por telefone, qual a faixa de preços dos óculos, se as lojas praticassem faixas parecidas.


6- Preço abaixo de mil reais é, no mínimo, atípico. Pois, no mercado de vendas em volume, os preços são superiores a esse valor. Esse valor mais baixo é raríssimo, pois é inviável para qualquer empresa séria operar. Mesmo em “promoção”, os aparelhos auditivos próximos a este valor são pouco indicados, dado que é adequado para uma parcela reduzida de usuários ou são aqueles modelos preteridos pelos usuários.

7- Os vendedores podem citar qualquer valor por telefone. Pois, o aparelho vai depender de muitos fatores como os ambientes que freqüenta, atividades, habilidades, sensibilidade, preocupação estética, etc. A avaliação técnica do fonoaudiólogo considera, ainda, muitos outros fatores que não é possível detectar por telefone. Portanto, o comprador e o usuário devem tomar cuidado para não “cair no conto do menor valor” por telefone.

8- Numa ótica, quando se recebe o par de óculos novos, o atendente o ajusta e dificilmente é necessário retornar à ótica para algum trabalho com esses óculos. O aparelho auditivo difere bastante nesta parte. O aparelho auditivo é uma prótese ativa: precisa de baterias e precisa “trabalhar”. A adaptação é gradual; e, na medida em que o usuário se adapta às novas condições de audição, é aconselhável um acompanhamento para eventuais ajustes. O aparelho auditivo é um produto de componentes minúsculos, sensível e frágil; que trabalha por longas horas e sob condições desfavoráveis. Embora a empresa venda os aparelhos auditivos, o trabalho dela apenas começa quando o usuário pega os seus aparelhos. Portanto, a escolha da empresa é tão importante na compra quanto na continuidade, para dar bom uso do aparelho auditivo, independente do preço e empresa.

9- O comprador pode não ter idéia da grandeza de preços e se assustar. Pois, poderia esperar um valor muito menor que mil reais; talvez como um tocador de DVD. Os aparelhos auditivos são próteses auditivas, com parte dela confeccionada unicamente para um determinado usuário, é um produto que requer muita atividade específica e diferenciada em torno dela até a entrega e após a entrega. Além disso, é um tipo de produto que requer alta tecnologia e investimento para desenvolvimento para ser diluído em um baixo volume de venda, não é um produto de massa como um DVD player. O preço de uma roupa pronta comum de loja é diferente de uma roupa confeccionada sob medida para uma pessoa com necessidades especiais e para uma atividade especial.
10- A normalidade auditiva é de um tipo só, tem padrão, mas o usuário de aparelho auditivo é diferente da normalidade. E, portanto, os usuários têm necessidades específicas e individuais – cada caso é um caso. Da mesma forma que não existem tem duas próteses dentárias iguais, o acoplamento acústico e os ajustes do aparelho é único para cada ouvido. 
11- Alguns aspectos podem se tornar significativos. O primeiro: precisa investigar se a empresa trabalha com “seminovos”. Pois, isso faz com que essa empresa possa trabalhar com preços menores os aparelhos que se vende como “novinhos em folha”. Apesar disso, tem-se verificado casos em que não são vendidos com preços “da China”, como seria de se esperar, mas são oferecidos com preços acima de preços de aparelhos totalmente novos. O segundo aspecto são os “custos invisíveis” no momento da compra, que podem vir de diversas formas após a compra. O teste domiciliar gratuito de aparelho auditivo, sistemático, a todos os potenciais usuários pode esconder um custo. O custo de manter o grande volume de aparelhos de teste pode ser repassado aos que compram aparelhos auditivos ou, alternativamente, pode ser repassado o aparelho “de teste” àquele que compra aparelho “novo”. Outros custos que podem não ser percebidos na compra são: o alto custo de baterias especiais para os aparelhos, a cobrança para troca do tubinho de acoplamento, a cobrança para ajustes e outros que a criatividade surpreende.




12- O segmento de aparelhos auditivos exige confiança do usuário para com a empresa. Neste aspecto é semelhante às joalherias: não há como confiar em aparelho com preço aviltado, muito baixo, distante aqueles praticados por empresas sérias.

13- Mesmo em se tratando de saúde, não dá para ignorar a questão do valor de um aparelho auditivo, mas pode ser tratado com bom senso. Apesar de o valor ser importante, jamais a escolha deve ser feita apenas pelo preço: é compra de alto risco e “arrependimento na certa”.



15- Tem surgido, nos últimos anos - com muito estardalhaço, algumas empresas que anunciam "preços campeões" de aparelhos auditivos. Neste caso, alertamos o internauta quanto aos cuidados necessários para não fazer uma compra de aventura do tipo "o barato que sai caro". Pois, não existe "milagre" neste mercado que já existe há décadas. Não há como "revolucionar" na questão de custos quando os fornecedores internacionais e nacionais são os mesmos. Sabemos que existem elementos ocultos que o cliente não tem como perceber na fase pré-venda. Empresas que "seduzem" pelos preços, não conseguem fazer um bom trabalho de assistência e atenção ao usuário. Isto é absolutamente previsível e certo. Por outro lado, é óbvio que, isto não implica que quanto maior o valor, melhor o trabalho da empresa. Apenas alertamos que, as empresas apelativas em preços, são potencialmente arriscadas "para se perder saúde" (nos dois sentidos) e para dar prejuízo ao seu "bolso" (literalmente).
16- É importante para a pessoa que está procurando uma empresa de aparelho auditivo entender que se trata de saúde e bem estar, que em última análise significa qualidade de vida. A pergunta do tipo “Quanto custa um aparelho auditivo digital, retroauricular, para perda do tipo tal, tal e ...?” não ajuda na escolha da empresa. Pois, uma boa empresa tem muitas possibilidades para cada caso; e, a definição do aparelho auditivo é resultado de muitos fatores e não depende somente da escolha do usuário. Converse com algumas empresas e agende um horário com uma empresa que tenha gostado. As empresas do segmento, normalmente, não cobram para uma avaliação.
17- Uma empresa competitiva fornece muitas formas de pagamento que viabiliza a compra em situações que aparenta estar fora de alcance. Além disso, a competitividade da empresa é chave no aspecto de valor. Pois, o melhor valor é aquele “dentro do orçamento” que alcança melhor qualidade global em relação à outra empresa com o mesmo valor. E, por qualidade global, entende-se do produto, do atendimento e acompanhamento pós-vendas.



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